Verdinho Amarelinho

setembro 2, 2013 § Deixe um comentário

Verdinho Amarelinho

Milho verde. Verdinho. Amarelinho. Dentes. Fiapos. Quentinho na manteiga. Tardinha. Infância. Gostosinha.

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“A feira acaba mas não acaba o amor.”

setembro 1, 2013 § Deixe um comentário

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Chegou a feira e o florista já molhava rosas, margaridas e lírios. O dia nem começava ainda. A lua ainda imperava majestosa no céu. Ele chegava com a antiga variante, cheia. Logo ali, perto das flores, montava sua barraca com as frutas colhidas logo cedo. Desembarcava cada uma como se carregasse nas mãos seus filhos pequenos. Todas frescas, ainda com o orvalho da noite escorrendo, como se a árvore, em que colhera cada uma, tivesse deixado uma lágrima pelo fruto arrancado. Organizava cada uma de acordo com as cores, formando um tom degrade na bancada. Bananas amarelinhas, tangerinas laranjinhas, maçãs vermelhinhas, uvas roxinhas, jabuticabas pretinhas. O sol já nascia quando sentado atrás da barraca esperava a chegada dos primeiros clientes. Sentia o cheiro doce das frutas que se espalhava pelo ar. A primeira cliente parou e cheirou todas. Mas nada comprou. Pacientemente ele olhou-a e ofereceu-a uma prova de uva doce. Mesmo assim não ganhou a compra mas recebeu um elogio pelo sabor. Sorriu. Cliente satisfeito mesmo sem compra. Organizou novamente as frutas. Agora parecia que iria vender, um grupo de senhoras falantes aproximavam-se. Com elogios às frutas e às senhoras ele conquistou todas as compras. Já era manhã, imperada pelo Sol, que batia forte na cabeças de todos, quando surgiu aquela que esperava todos os sábados. A dona do perfume mais doce do que todas as suas frutas juntas no pomar. Nunca trocavam conversas, apenas preços e bom dia. Ele oferecia frutas, ela provava e sorria gostando de cada uma. Apontava as que levaria, pagava e com apenas um obrigada e bom dia se despedia. E ia ao longe, perdendo-se na feira no meio de todas aquelas barracas e gente. Mas naquela manhã não apenas seu cheiro e o desenho de seu rosto ficariam marcados em sua memória. Deixadas em seu caminho pela feira, ficaram rosas que havia comprado logo na chegada e que sem perceber furtivas caíram de seu carrinho. Correu para pegá-las, sentiu o perfume dos botões e tentou avistá-la no meio da multidão para entrega-las. Mas nenhum sinal dela. Preferiu tomá-las para si. Sentiu novamente o cheiro e voltou para sua bancada deixada sozinha. Amarrou-as ao seu lado na barraca. Assim teria a presença da mulher o dia inteiro ao seu lado naquela sábado. Não mais seria apenas pela manhã. E assim foi. Durante todo o dia de trabalho organizava as frutas e admirava as rosas que exalavam o perfume que roubaram da amada naquela manhã.

Feira, fotos e momentos

setembro 1, 2013 § Deixe um comentário

Feira, fotos e momentos

“Dona Lua, a namoradeira da feira, esperava, no “parapeito” da barraca, a passagem do seu grande amor.”

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