Procurava

abril 28, 2013 § Deixe um comentário

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               Procurava um amor que a beijasse na esquina das ruas José Saramago e Pilar del Rio.
 Priscilla Guerra

Sempre o melhor show da sua vida

abril 16, 2013 § Deixe um comentário

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Nem um show de Maria Bethânia é apenas mais um show na sua vida. É sempre o melhor show de todos. E a noite de sábado, que começou abençoada pelos orixás com chuva, não seria diferente. Horas antes do início do primeiro dia de gravação do DVD, “Carta de amor”, a alma do Rio de Janeiro era lavada de todos os maus, para que a Deusa da música brasileira subisse ao palco e soltasse sua voz. Na sua entrada triunfal, nada melhor para (en)cantar do que “Canções e Momentos” como uma oração de abertura para iniciar todo aquele trabalho de divindade, que seria feito no palco. Em uma noite em que reinariam composições de Gonzaguinha, Angela Rôrô (presente na noite de sábado no Vivo Rio), Arnaldo Antunes e Caetano Veloso. Logo após a oração dos cantores, chegava Gonzaguinha “Sangrando” na voz de Bethânia. A cultura popular passaria por ali ao toque do maracatu de “Festa” de Luiz Gonzaga e “Dora” de Caymmi com um mesclado da batida do maracatu. Os Novos Baianos também incorporariam no palco com “Tarasca Guidon” voltando a Santo Amaro,   seguida do samba de roda junto a “Reconvexo”. Nessa, Dona Canô seria ovacionada pelo público ao ser citada com sua “novena” e teria a platéia de pé ao final, com mais de um minuto de aplausos e uma Bethânia emocionada no palco. Arnaldo Antunes foi de novo destaque no DVD de Bethânia,com “A Casa é Sua”, na sessão especial com músicas com temas de casa. Seguida da malemolente “Marambaia” de Rubens e Henricão. Uma descontraída Bethânia dançava e divertia-se ao cantar “Não enche” de Caetano, com direito a sambadinha, gestos fortes e um grito de “Vagaba” ao final. Solta no palco, ela rodopiava, sorria e pulava de um lado para o outro, mostrando o quanto alegre sente-se em cima do altar de toda divindade da música. “A Dona do Vento e do Raio” foi um show a parte da cenografia, de Bia Lessa. Com lâmpadas, presas a cabos negros, descendo ao fundo da cantora, a cada momento que citava “O raio de Iansã, sou eu”. As luzes voltariam ao som de “Guacira”, de Heckel Tavares e Joracy Camargo, descendo do céu como estrelas cadentes acompanhadas de Wagner Tiso ao piano. Seguida ao pé da Serra, a simplicidade e leveza de Arnaldo voltaria com “Nossa Casa” que era onde todos se sentiam ali na presença de Bethânia. Nessa sessão os músicos mais do que gabaritados, mestrados em samba da Bahia(Paulo Dafilin), doutorados em antropologia da música (Gabriel Improta) iam sendo apresentados. De Buarque, “Velho Chico” foi reservada ao grupo final de músicas, com a percepção de uma imaginativa espectadora, que sonhava com personagens de Gabo, ao ouvir a saga do Velho que teve a dura vida sendo levada. O fechamento do ritual de louvor a música brasileira, teria “Salmo” e “Canções e Momentos” novamente. Mas a surpresa para os corações sofridos de amor, que acompanham Bethânia desde sempre, viria no bis. A introdução já agitava apaixonados que cantaram juntos “Mensagem”, de Aldo Cabral e Cícero Nunes, eternizada na voz de Isaura Batista. Entre as linhas de verdades tristonhas e mentiras risonhas, como sempre, a declamação das ridículas cartas de amor de Alvaro de Campos. Agora sim, todos os corações estavam repletos de Bethânia.

No tocador…

abril 13, 2013 § Deixe um comentário

“Ah! como eu queria 
Ficar sempre de braços abertos 
Pra você, como Cristo Redentor”

 

Ser humano

abril 4, 2013 § Deixe um comentário

“Sua religião era vista como demoníaca. 
Sua cor de pele era dita como amaldiçoada. 
Seu amor era visto como anormal.
Mas mesmo assim teimava em habitar esse mundo.
Pois sentia-se apenas ser humano.”

Priscilla Guerra

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