Pensando

janeiro 31, 2012 § Deixe um comentário

“Queria saber não pensar em você. Pra poder no fim do dia na cama vazia lembrar com mais força de você. Mas são meus dias inteiros pensados em você.”

Priscilla Guerra

Ronda

janeiro 27, 2012 § Deixe um comentário

             O destino era o cinema. Saiu de casa e de carro chegou até o cinema. Mas parecia estar sabotando o próprio programa e voltas e mais voltas deu para estacionar, até que desistiu. Continuou o caminho. No rádio as músicas passavam e sua cabeça parecia vazia sem nem mesmo conseguir pensar naquilo que cantarolava junto com o rádio. E como se uma música pudesse representar aquilo que vivia naquela noite seria Ronda de Vanzolini. A única diferença era que ela não conseguia entrar nos bares e beber com outras mulheres. Rodou mais um pouco pela Lagoa e voltou pelo Rebouças para Lapa. Parou o carro e como quem não quer nada, pois não sabia o que queria, pôs-se e a vagar pelas ruas e bares cheios de pessoas tão vazias. Esbarra com um conhecido, esse sim cheio de sorrisos e conversa. Sorri um pouco, se alegra pelo encontro mas logo se despede e volta a estar sozinha naquela noite. E vagando vai. Até receber a mensagem daquele que parece sentir sua presença por perto. Uma amizade de eternidade. Algo inexplicável. Sobe. Fuma alguns cigarros. Dá risadas. Joga papo fora. Reclama da vida. Ouvi músicas tristes. Lembra o quanto é feliz por tê-lo sempre por perto. E novamente se despede. Volta pra casa. Novamente sozinha. Não está abatida. Para de procurar. E naquela noite não deseja sonhar. 

Priscilla Guerra

Meia Noite em Paris

janeiro 26, 2012 § Deixe um comentário

             Uma hora e meia de pura fantasia. Isso descreve também o que senti vendo “Meia-Noite em Paris”. Com um Owen Wilson perfeito no papel de Woddy Allen, o filme te leva a efervescente e inspiradora Paris dos anos 20. Como não gostar ou amar ainda mais Paris ao lado de Hemingway, Scott Fitzgerald, Dalí, Buñuel, Picasso entre outros que circulavam pelos seus bares e ruas na década de 20 e 30? Na verdade como não amar a atmosfera de Paris ao longo de todo o século passado? No filme Gil, um roteirista de Hollywood, tenta buscar inspiração para a novela que escreve. E nas madrugadas de passeio pelas ruas da Cidade Luz, ele acaba se transportando para a Paris que tanto ama. Allen cria no personagem trejeitos e gagueiras característicos seus. E logo de início apresenta a Paris que tanto ama: a sob a chuva. E repito novamente, como não amar Paris? Sob chuva, sol, noite ou dia a Cidade de Ouro. A cidade que não precisa de Época para ser surpreendente. Ela é a principal personagem de todos os filmes em que aparece e em “Meia-noite em Paris” não é diferente. Como diria o personagem de Wilson “Talvez Paris seja o centro do Universo.” 

Priscilla Guerra

Passado

janeiro 26, 2012 § Deixe um comentário

         Como sentar e começar a descrever um sonho que acaba de ter? Ascendo um cigarro e tento fazer com que o sonho sai de mim e vá para o papel. É esse o sentimento depois de assistir “Meia-Noite em Paris”. Como demorei tanto tempo para assistir? Allen consegue retratar todo o sentimento que vivo com relação ao Passado. Seu fascínio pelo antigo nos coloca pela primeira vez no mesmo patamar. E me faz pensar, como Gil, sobre como me sentiria se ao invés de 2012, eu vivesse em 1968, o ano da minha grande admiração. Com certeza, a vontade seria viver em outro tempo pois o presente muitas vezes nos parece não ser tão atraente quanto o passado e sempre buscamos algum momento do passado que nos inspira. 

Trecho da carta de Frida Kahlo para Alejandro Gómez Arias

janeiro 24, 2012 § Deixe um comentário

“Agora mais do que nunca eu sinto que você não me ama mais. Mas, te confesso uma coisa, eu não acredito, eu tenho fé – não pode ser – No fundo, você me entende, você sabe que eu te adoro! Que você não é só uma coisa que é minha, mas você é tudo o que eu sou!”

Sujeito Indeterminado

janeiro 23, 2012 § Deixe um comentário

Costura-se amizades.
Reforma-se sentimentos.
Conserta-se corações.
Ajusta-se pensamentos.

Priscilla Guerra

Inspirada por Chico Buarque na Madrugada de Saquarema: Ele e Ela

janeiro 23, 2012 § Deixe um comentário

               “Ela foi tudo tão diferente que ele tinha tido até então. Toda aquela vontade de viver e toda aquela preguiça em ser. Ela não sabia mas o quanto ele queria ser perto dela. Infelizmente o momento não permitiu e todas as dificuldades que poderiam aparecer surgiram naquele único mês em que tiveram enfim um relacionamento. Mas ele foi tão feliz com ela. Ao lado dela tudo era diferente, ele a ouvia e sorria feliz por ser confidente de tantas coisas. Era inevitável pensar nela e pensar se tudo o que conversavam tanto na mesa de bar quanto na cama depois do amor ela conversava com outro rapaz. Ele sentia saudades de tudo até mesmo do silêncio que às vezes os dois tinham juntos. Será que mais alguém além dele admirava a ponta do nariz que ele tanto amava nela? Que saudades tinha das pequenas sardas na ponta do nariz dela. Que saudades das gírias da juventude que ele não tinha mais. Saudades dos impulsos que só ela fazia ele ter. Das noites mal ou não dormidas ao lado dela. Das músicas que ele mostrava a ela que admirada descobria e criticava. Saudade das opiniões divergentes que tinham e que tanto o irritavam mas que o faziam amar ela por ser assim contrária e não mudar de opinião. Saudades até mesmo de todos os problemas que giravam em torno dela e dificultavam tanto deles estarem juntos. Tinha sido muito feliz ao lado dela mesmo não demostrando tanto. A amou também. Do seu jeito. Discreto. Sem grandes declarações. As fazia em mínimos detalhes que talvez não soube se fazer tão compreendido e talvez isso tenha sido o maior problema. Mas o tempo já era outro e o amor não mais parecia caber dentro desse tempo e ele ficou feliz em saber que um dia a amou. Não importava mais saber se ele a amou, se ainda a amava mas sabia ele que tinha amado. ” 

Priscilla Guerra

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