São Cosme, São Damião e Doum.

setembro 27, 2011 § Deixe um comentário

Salve Cosme.

Salve Damião.

Salve Doum.

Muito doce, muito caruru, muito guaraná.

Salve todas as crianças.

Salve Mariazinha.

Salve Joãozinho.

Salve todos os Erês.

Priscilla Guerra

Anúncios

Poço

setembro 27, 2011 § Deixe um comentário

             Abalam a estrutura mas não me tacam no chão. Quedo mas não caio. Antes do fundo do poço eu encontro a corda e volto ao topo. Para mais uma queda quem sabe. Abalam a estrutura mas não me tacam no chão. Quedo mas não caio. Antes do fundo do poço eu encontro a corda e volto ao topo. Para mais uma queda quem sabe. Mas já estou craque nesse mergulho. Já estou craque nesse mergulho.

Priscilla Guerra 

E o dia foi da seguinte forma:

setembro 23, 2011 § Deixe um comentário

       Você descobre no fim dele que não tem Autonomia como Cartola. Que bebe sim pois está vivendo como Elizeth Cardoso. Que chora e chora como Cauby e Chico. E que levanta poeira e dá a volta por cima como Bethânia. 

Priscilla Guerra

São minhas as suas palavras: The Beatles, Amy Winehouse e All My Loving

setembro 20, 2011 § Deixe um comentário

        Essa noite a Lua deu as caras já quase na madrugada. E quem correu eu olhou o céu como Cartola, porém a noite, assistiu o espetáculo da dourada Lua que nascia no céu do Rio de Janeiro. Por experiência própria, observá-la nascendo em cima de Santa Tereza é das coisas mais lindas do mundo. E em uma noite como essa, fechar ouvindo versos dos Beatles na voz de Amy Winehouse, te faz flutuar mesmo que sua mente e seu corpo estejam pesados. Nesse momento faço minhas as palavras de Paul e companhia. Momentos assim ao pé do ouvido são os desejados por todo canceriano com certeza e eu não fujo a regra. 

Close your eyes and I’ll kiss you
Tomorrow I’ll miss you
Remember I’ll always be true
And then while I’m away
I’ll write home everyday
And I’ll send all my loving to you

I’ll pretend that I’m kissing
The lips I am missing
And hope that my dreams will come true

And then while I’m away
I’ll write home everyday
And I’ll send all my loving to you

All my loving I will send to you
All my loving, darling, I’ll be true

E como ela se bastou.

setembro 18, 2011 § Deixe um comentário

           A única presença que teve naquela tarde, foi a dela mesma. E como ela se bastou. Gargalhou,chorou, comentou, sorriu, sonhou… Há quanto tempo não tinha uma tarde daquela com ela mesma? Em volta, todos cheios de vida e admiração pelas cores das músicas de Miles e pela emoção da voz de Lady Day. Sua semana infernal terminava no céu de Deuses e Deusas que aprendeu a admirar desde pequena. Lembrou das tardes passadas na casa dos avós ao som de jazz, das viagens com o pai ao som de blues e da adolescência admirando cada um daqueles Deuses e Deusas que poucos a sua volta admiravam. Se sentiu ELA naquela tarde. Lembrou de como é simples sentir felicidade mesmo estando sozinha. Foi egoísta em pensar o quanto foi bom ter sentido tudo aquilo sozinha. Mas não ligou para seu egoísmo naquele dia. Precisava daquela força toda que encontrava na música para reerguer seu espírito meio baixo naquela semana. Teve tudo aquilo pra ela, mesmo com dezenas de pessoas a sua volta. Cada nota do trompete de Miles entrava em seus ouvidos e era guardado com carinho em lugares vazios que necessitava preencher naquele dia. Cada verso na voz de Billie a trazia de volta a emoções que só Holiday fazia ela sentir. Voltou pra casa caminhando e sorrindo pelas ruas vazias do centro. Sem medo algum. Na verdade nunca teve medo disso. Ruas vazias para ela são ruas cheias de charme e contemplação. E aquela tarde de admiração terminou com mais uma grande admiração pela sua cidade linda anoitecendo cheia de histórias e emoções que só quem admira o Rio de Janeiro e o ama é capaz de sentir ao percorrê-lo.

Priscilla Guerra

São minhas as suas palavras: Filosofia de Buteco no Facebook

setembro 16, 2011 § Deixe um comentário

 Em algum lugar, os copos veem as pessoas meio vazias.
Alysson Bruno via facebook

São minhas as suas palavras: Cartas de Caio Fernando Abreu.

setembro 15, 2011 § Deixe um comentário

Esse trecho nada tem haver sem o resto da carta mas quero destaca-lo por alguns pontos que pareço estar vivendo o momento dark side of the life junto com Caio nesta carta.

      “Tua carta, lida quatro vezes, me deu uma vontade absurda de estar em SP. Absurda porque tive a oportunidade de ficar aí em fevereiro e não quis. Você me pergunta pela minha paixão…Saco, acho que aqui to sentindo falta de estímulos-externos: barras mui violentas, batalha por grana, por casa, por emprego, essas coisas. Nas vezes em que estive mais pressionado de fora para dentro foi quando mais produzi. Estou cansado da meia boca daqui: sentimentos mornos —quanto tempo faz que não me apaixono? quanto tempo faz que não sinto ódio? quanto tempo faz que não tenho vontade de morrer? É como um filme de Antonioni fase- antiga, longas tomadas, lentíssimas, mui sacais — & nada acontecendo. Quanto tempo faz que não beijo alguém na boca? Many time, my friend.”

As cartas perdidas

      Um tesouro guardado no arquivo do escritor Nei Duclós por 35 anos traz por inteiro o jovem Caio F, então com 27 anos, com suas lutas, medos e sonhos, reportando com lucidez e coragem a época e o país em que vivia, a profissão que abraçou e seus complicados habitantes.

Ai você não contente ainda busca uma música da Elizeth para ouvir e cai nessa aqui:
De qual janela me taco?

Onde estou?

Você está atualmente visualizando os arquivos para setembro, 2011 em Palavras pra Iaiá.